Lembrei-me hoje desta história, que trago retirada daqui (http://www.fabricio.pro.br/default.asp?i
"Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostrados em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente ( sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: 'Há muita gente nesta empresa'.
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A formiga, claro, porque andava muito desmotivada e aborrecida."
Adoro este tipo de humor corporativo. Motivo pelo qual religiosamente recebo todos os dias as tiras do dilbert, de Scott Adam's.
Side note: Já não escrevia aqui há mais de 1 ano. Como o tempo passa!
Nos meus tempos mais idos, algo que gostava imenso eram os "demos", pequenas apresentações que pretendiam demonstrar as grandes qualidades de programadores e levar ao extremo as maquinas onde corriam, com alguma limitações como sejam o tamanho. Com o avançar do tempo, deixei de acompanhar. Mas, hoje, lembrei-me novamente e de ver a "cena" e parti-me a rir com esta animação (entretanto a cena evolui e passou a ter outro tipo de competições):
Quanto mais envolvidos estamos neste turbilhão de dúvida financeira, mais observo que como cidadãos (e também classe politica) não estamos preparados para as difíceis escolhas que temos de fazer (ou que devíamos já ter feito).
A ciência económica, mais não trata do que escolhas da alocação dos [escassos] recursos. A Politica devia ser o processo de tomada em comunhão dessas decisões de acordo com uma visão coerente para a sociedade (seja ela qual for).
É comum vermos decisões tomadas, não pelo seu valor intrínseco, mas apenas por caprichos pessoais e colectivos. (Exemplo: Estádios de Futebol, por regionalismos/clubismos construíram-se Estádios que hoje, não sabemos como ocupar, conservar e valorizar)
É comum vermos "discussões" de rua/café/etc. em que o cidadão não consciente do seu papel na sociedade, se distancia das decisões tomadas que o afectam diariamente, insurgindo-se muitas vezes contra aquilo que acha que é a apropriação indevida de benefícios por uma pequena parte da sociedade. (Ex: "Enchem o cu de dinheiro e agora nós que paguemos").
É por este tipo de afirmação que acho cada vez mais importante, ser dada uma educação aos nossos jovens que os ajude a serem críticos das opções tomadas, que os ajudem a definir o que realmente é importante, a discernir quais são os reais custos de uma proposta, que implicações têm essa escolha/decisão no futuro.
Hoje as decisões tomadas a qualquer nível público, quase parecem ser defendidas com base numa fé (como uma religião). Não se explicam os benefícios, não se falam de Valores Actualizados Líquidos, de Taxas Internas de Retorno não se fala dos benefícios que virão com essa escolha, nos encargos que futuros que trazem, das escolhas alternativas que vão deixar de ser tomadas, das escolhas que permitirão no futuro.
A classe jornalística, que devia ser/representar a curiosidade colectiva, o querer saber e dar a conhecer os factos, tornou-se ela própria refém dessa religião. Não se apuram factos, não se olha para todos os lados, escolhe-se um lado, defende-se e mostra-se esse lado. O Jornalista devia ser um baluarte de independência, face à sua consciência e moral. Mas cada vez mais assistimos à falta de interesse em obter os factos, aceitam-se relatos/notas de imprensa sem os confirmar, sem os questionar.
Exemplo recente: Um jornal de referência na sua versão electrónica (O Público) publica a notícia que um Adepto do Benfica vitima de confrontos em Braga, faleceu. Noticia esta, com base num programa aberto à participação pública via telefone na BenficaTV, em que um cidadão identificado como presidente da Casa do Benfica de Braga informa esta situação. Ao cidadão mal informado não questiono a informação prestada, mas ao jornalista que agarrou as suas declarações e que por puro laxismo não investigou, só tenho um nome: incompetente. Mas erros todos nós temos, mas actualmente estamos cheios de erros, que ninguém pretende assumir. Todos assobiam para o lado.
Motivo pelo qual, é hoje importante: Formar os jovens para terem um conjunto de ferramentas, noções e acima de tudo curiosidade pela que os rodeia. Por forma a responsabilizarem, exigirem e controlarem a tomada de decisões. Saberem analisar propostas, verem para além da vácuo apresentado, terem noção real das suas consequências. E acima de tudo terem consciência que fazem parte de uma colectividade que é a soma das decisões de todos e não apenas a subtracção da opinião de grande parte da população em detrimento da vontade de uns poucos iluminados.
A isto chamo Educação Politica e de Cidadania. Visão esta que algumas pessoas já falam. Mas mais importante do que falar é implementar, os jovens devem ser os primeiros, pois serão estes os responsáveis futuros e são estes que podem em cada lar, cada família apresentar aos que os rodeiam e levá-los a tomarem uma nova consciência. (Isto resulta, olhemos para a Educação para a ecologia).
Só esta Educação permitiria que as decisões ainda não tomadas e que seremos forçados a tomar, fossem aceites e tomadas como um imperativo nacional (tal como foi a nossa luta contra os Árabes na formação da nossa identidade nacional).
Sinto que actualmente somos o paciente que arranca um penso aos poucos e por cada vez que arranca um pouco grita de dor, não compreendendo que um único puxão evitava o constante gritar e permitira ganhar tempo de recuperação.
Não estamos perdidos no nevoeiro, mas precisamos de remar para chegar a terra firma, sob pena de ficarmos a discutir quem rema e ficarmos parados no mesmo local.
Desde o meu último post, muitas voltas deu o mundo.
Mas as voltas que quero falar, são as do meu mundo próximo. A nível pessoal decidimos (mais a minha cara metade) demonstrar a todos a importância do que nos une, no próximo dia 19 de Junho. Passo este que está a ser encarado por nós nas mais diversas tarefas com a nossa habitual descontração e despreocupação.
A nível profissional, foi-me dada a confiança para abraçar uma nova equipa, com novos desafios. Ganhei algumas horas de sono, mas recebi uma maior responsabilidade perante mim e perante quem confiou nas minhas capacidades.
Acabei de ler um "post" do blog do Mário Valente, que é simplesmente genial, vide em: http://mvalente.eu/2010/01/27/o-orcament
Relata um problema familiar, muito parecido com uma certa situação sobejamente conhecida de todos nós.
Durante esta última semana e este fim-de-semana estive a dedicar-me a fazer uma pequena BD com interface WEB. Sistema usado Apache, MySQL e PHP.
Chegado à conclusão que a pesquisa de receitas para cozinha em revistas é moroso, díficil de nos lembrar-mos em que revista é que vimos aquele doce que tanto nos apetece, coloquei mãos à obra.
O sistema elaborado é simples, consiste na digitalização da revista, o seu upload para o servidor, a indicação da receita, ficheiro e página em que se encontra.
A partir daqui posso extrair apenas a receita pretendida em PDF tal como se encontra na revista.
Permite ainda a pesquisa de receitas.
Já não programava em PHP à algum tempo e estava enferrujado, mas o mais díficil foi encontrar uma "lib" para extrair uma página de um PDF, experimentei várias. A que vem com o ZOPE, fujam dela a sete pés, está estagnada. Fiquei por uma simples e relativamente pontente TCPDF + FPDI. Um único senão é que está limitado à importação de ficheiros PDF da versão 1.5. E aqui é que me deu dores de cabeça até descobrir porque é que o meu lindo código não funcionava como devia.
Já estou na fase de inserir revistas e digitalizar as mesmas, posso dizer que já vou com 243 receitas na BD.
PS: Não encontrei nada em open-source com esta simplicidade e para este fim. Só coisas muito mais complicadas, que obrigavam à inserção da totalidade de receita, ingredientes, quantidas, indicações.
"O Espelho
O espelho reflecte certo; não erra porque não pensa.
Pensar é essencialmente errar.
Errar é essencialmente estar cego e surdo.
Pouco me Importa
Pouco me importa.
Pouco me importa o quê?
Não sei: pouco me importa.
Se Depois de Eu Morrer
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto corri o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza."
A novela BCP tem por estes dias novos desenvolvimentos.
Com o Dr. Filipe Pinhal a escrever um livro, diz o mesmo que para limpar o seu bom nome.
Como continuação temos uma resposta clara, inspirada e digo mesmo magnifica. Que toca em algo que acho importante: independentemente de tudo, os factos se ocorreram, significam que foram cometidos e logo qualquer teoria de "conspiração" cai por terra. "Errar" daquela forma só pode ser um acto deliberado.
Ver resposta do Dr. Ricardo Salgado em: http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?t
Acabei de consultar um sitio na Internet, que nos mostra 30 possibilidades de hamburgueres, deixo a ligação: http://www.cheeseandburger.com/. (Retirado de Macacos sem Galho)
É realmente fascinante, ser possível realizar 30 hamburgueres diferentes, não chega às nossas 1001 maneiras de fazer bacalhau, mas é deveras impressionante.
Para quem gosta de fotografia, deixo aqui uma ligação para um agregador de "photoblogs" que é do meu agrado. http://www.frozenflower.net